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ATELIÊ OBINRIN ODARA

O Ateliê Obínrín Odara nasceu em 2013, mas a sua história é longa. Ele nasce como resultado das oficinas do Ponto de Cultura Obìnrin Odara que tinham por objetivo a valorização da cultura afro-brasileira e saberes presentes nas religiões afro-brasileiras. Os participantes das oficinas foram estimulados a aprender como fazer adereços, indumentárias, roupas e decoração, conhecer as cantigas e toques dos atabaques. Desse convívio criativo, os saberes e conhecimento das comunidades de terreiro, acolhimento e transmissão de conhecimento foram potencializados. Cada fio de conta, adereço, bata, pano da costa, saias, anáguas, eketes e abadás transmitem cultura e resistência e sevem de exemplo de arte e sustentabilidade forjadas no dia-a- dia das comunidades de terreiro. Em 2015/2016, o Ateliê Obínrín Odara contou com o seu primeiro apoio institucional através do Fundo Elas no projeto “Mulheres de Axé empreendedoras de mãos dadas contra a violência”.





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CAMPANHA MULHERES DE AXÉ CONTRA A VIOLÊNCIA

O Ilê Omolu Oxum desenvolve ações de enfrentamento à violência contra as mulheres desde 2005 com seu envolvimento no projeto apoiado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, sob a coordenação da ONG Criola - Projeto Iyà Àgbá – Rede de Articulação de Mulheres Negras frete à Violência. Isso aconteceu da criação da Lei Maria da Penha, estabelecida em agosto de 2006. Já naquela época sabíamos que esse assunto era muito importante para as mulheres de axé. A Campanha Mulheres de Axé Mobilizadas pelo Fim da Violência Doméstica e Familiar, criada em 2014, dá sequência a esse debate junto às comunidades de terreiro disseminando informações sobre o que é violência doméstica e familiar, estimulando as comunidades de terreiro a discutir esse assunto e promovendo a adesão das comunidades de terreiro a essa iniciativa. O aprendizado do Ilê Omolu Oxun com a Campanha é que a violência contra as mulheres é assunto de grande interesse das mulheres de axé, da nossa juventude e de nossas lideranças. Desde a sua criação, a Campanha realizou oficinas de debates em 10 estados e reuniu, comprovadamente, mais de 900 pessoas nessas atividades presenciais. No âmbito da Campanha, o Ilê Omolu Oxum já editou três publicações relatando essa experiência – Mulheres Guerreiras contra a Violência (2013), Mulheres de Axé Mobilizadas pelo Fim da Violência Doméstica e Familiar (2015) e Òwò - Respeito (2016) – e realizou 3 Fóruns sobre enfrentamento à violência em sua sede, 2013, 2015, 2016.





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AXÉ, ARTE, CIDADANIA E SUSTENTABILIDADE

As oficinas de culinária, goma, adereços estão entre as atividades frequentes no Ilê Omolu Oxum. Combinamos essas ações com palestras de conteúdos variados como saúde, auto- cuidado, segurança alimentar, cidadania, direitos humanos. Na prática, temos podido colher vários exemplos de mulheres, homens e jovens que, tendo participado de projetos como esses, elevaram sua autoestima, debateram questões sociais importantes à sua cidadania, traduziram esse aprendizado em bem estar para suas famílias e colaboraram efetivamente para que as comunidades de terreiro sejam reconhecidas como espaço de conhecimento, inclusão social e de respeito às tradições das religiões de matriz africana no Brasil. Como exemplo, a a publicação “Adupé – arte com axé gerando sustentabilidade” reúne o depoimento de 10 mulheres com experiências pessoais de aprendizado e respeito conquistados a partir do Ilê Omolu Oxum, no desenvolvimento de seus projetos sociais e no fazer da tradição dos Orixás.





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PONTO DE CULTURA

Por entender que a perpetuação da memória é crucial para a permanência dos saberes e dizeres da nossa ancestralidade, o Ilê Omolu Oxum assumiu a tarefa de garantir que seus espaços físicos abrigassem, para além do território do sagrado, salas e páreas voltadas para a realização de cursos e outras manifestações artísticas que forjam a nossa identidade cultural. Por atuarem dessa forma, ao longo dos últimos anos, Mãe Meninazinha de Oxum e o Ilê Omolu Oxum receberam o respeitoso e honroso reconhecimento do pode público ao trabalho liderado por ela. Assim, nascia, em 2010, o Ponto de Cultura Obìnrin Odara, concretizando o diálogo entre o legado histórico e a subsistência da comunidade. Além dos cursos, o Ponto de Cultura agregou ao seu trabalho atividades de palestras saúde da mulher, violência doméstica, prevenção as DSTs/AIDS e outros temas fundamentais à preservação da vida, o respeito à todas as religiões e à promoção dos direitos humanos. As ações do o Ponto de Cultura Obìnrin Odara estão registradas na publicação “Ilê Omolu Oxum, Fazendo Arte com Axé”, lançada em 2014.





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