FUNDAMENTOS DO ILÊ OMOLU OXU

O Ilê Omolu Oxum tem histórica tradição de abrir as suas portas para a realização de eventos de interesse da comunidade de terreiro, da cultura afro-brasileira e fortalecimento da cidadania. Em 9 de outubro de 1987, o Ilê abrigou o 1º Encontro Regional da Tradição dos Orixás, lançando-se de vez na luta por respeito às religiões de matriz africana. Além disso, somos membro ativo da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (RENAFRO). Essa Rede reúne organizações e pessoas de comunidades de terreiro atuando na construção de políticas públicas para a saúde, tendo como missão a luta pelo direito humano à saúde com ênfase nas questões de gênero e raça.

Respeito

As religiões de matriz africana sofreram intensa repressão policial nas primeiras décadas do século XX. E em diversas cidades do Brasil, são inúmeros os relatos de agressão, sequestro de objetos sagrados e intimidação contra lideranças e adeptos da religião. No Rio de Janeiro, entre os casos mais emblemáticos estão peças sagradas sequestradas por foças policiais locais e, na atualidade sob a “guarda” da Polícia Civil do Estado.



Há anos, Mãe Meninazinha de Oxum tem sido voz contra essa apropriação e defende que essa memória retorne a quem lhe é de direito – às comunidades de matriz africana e aos seus praticantes.


Em 2017, foi uma lançada uma iniciativa exemplar no tratamento desse assunto, a campanha “Liberte Nosso Sagrado”, como tratado nessa matéria no site do jornal "O Globo".