Ancestralidade

"QUEM TUDO QUER SABER, NADA SE LHE DIZ."

Yiá Davina

Orgulho e reconhecimento de nossas raízes

Ancestralidade

A ancestralidade e as tradições são muito importantes em todas as Casas de Axé. O respeito aos nossos ancestrais é uma forma de respeitar os Orixás de nossos antepassados e trazê-los, todos os dias, à nossa lembrança com seus ensinamentos.

E é esse respeito e carinho que nos leva a começar a contar a nossa história relembrando Iyá Davina.

O Início de Tudo

Conheça a História de Iyá Davina

Maria Davina Pereira, Iyá Davina, nasceu em Salvador em 15 de agosto de 1880. Casada com Theóphilo Marcelino Pereira, nascido no mesmo ano, muda-se para o Rio de Janeiro, em 1920, com sua família.
Em Salvador, foi iniciada para Omolu por Pai Procópio de Ogun, em 24 de julho de 1910, no Ilê Ogunjá, situado no Baixão (então Matatu Grande).

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Nossas Raízes

Pai Procópio

Pai Procópio foi liderança respeitada e influente na Salvador de sua época. Profundo conhecedor das ervas, possuía uma quitanda (herbário) no Gravatá, perto de sua residência. Manteve profunda relação com o Terreiro do Alaketu, auxiliando Mãe Dionísia na feitura de vários barcos, incluindo o de Mãe Olga do Alaketu e Mãe Delfina d’Ogum do qual foi pai-pequeno. Seu Theóphilo, marido de Iyá Davina, também era ogã no Ilê Ogunjá.

Entre muitas lembranças deixadas em Salvador, registra-se a Feijoada de Pai Procópio – uma multa imposta por Ogum pelo fato de ter negado comida a um filho de santo – e sua reação contra as invasões aos terreiros de candomblé pela polícia baiana durante os anos 20.

No Rio de Janeiro, Iyá Davina fixa sua primeira residência no bairro da Saúde, na zona portuária. Sua casa será acolherá vários baianos recém-chegados de mudança à cidade e ficará conhecida como “consulado baiano”.

Manoel Rodrigues Pontes, Tio Pedro, Zazá e Irinéia (filhas-de- santo do Ilê Ogunjá) foram alguns dos muitos baianos abrigados por Iyá Davina. Na zona portuária estava instalado também o terreiro do renomado Pai João Alabá de Omolu, na Rua Barão de São Felix e Iyá Davina irá unir-se a ele. João Alabá, como muitos lembram cultuava, grade amizade com sacerdotes baianos, entre esses Joaquim Vieria da Silva, Tio Joaquim, e abrigou várias matriarcas baianas daquela época – Tia Ciata, Tia Carmem do Ximbuca, por exemplo.

Iyá Davina
Iyá Davina - Rio de Janeiro

Em 1926, após o falecimento de João Alabá, Vicente Bankolê e sua esposa, Tia Pequena herdam os assentamentos de seu orixá – Omolu – e deslocam o terreiro da Gamboa, zona portuária, para o bairro de Bento Ribeiro, na zona norte da cidade. Iyá Davina irá fazer parte dessa mudança.

O terreiro ficará nesse bairro até 1932, quando transfere-se, definitivamente, para Mesquita, na Baixada Fluminenses. Nessa sua mudança funda-se, então, a Sociedade Beneficente da Santa Cruz de Nosso Senhor do Bonfim, mais conhecida como a Casa-Grande de Mesquita, a primeira comunidade de terreiro de candomblé a estabelecer-se na região da Baixada Fluminense. Após o falecimento de Tia Pequena, Iyá Davina se tornou a última Iyalorixá da Casa-Grande de Mesquita.

No Rio de Janeiro, Iyá Davina fixa sua primeira residência no bairro da Saúde, na zona portuária. Sua casa será acolherá vários baianos recém-chegados de mudança à cidade e ficará conhecida como “consulado baiano”.

Manoel Rodrigues Pontes, Tio Pedro, Zazá e Irinéia (filhas-de- santo do Ilê Ogunjá) foram alguns dos muitos baianos abrigados por Iyá Davina. Na zona portuária estava instalado também o terreiro do renomado Pai João Alabá de Omolu, na Rua Barão de São Felix e Iyá Davina irá unir-se a ele. João Alabá, como muitos lembram cultuava, grade amizade com sacerdotes baianos, entre esses Joaquim Vieria da Silva, Tio Joaquim, e abrigou várias matriarcas baianas daquela época – Tia Ciata, Tia Carmem do Ximbuca, por exemplo.

Foto na Casa-Grande de Mesquita. Iyá Davina sentada. Da esquerda para a direita, Mãe Dêja, irmã biológica de Mãe Meninazinha, Florzinha, Tia Mocinha e Lourdes d’Iansã.

Memórias

O Memorial Iyá Davina

O Memorial Iyá Davina foi criado em 1987 com a intenção abrigar objetos, fotografias, desenhos, documentos referentes à história de Iyá Davina, da Casa Grande de Mesquita, do Ilê Omolu Oxum e da formação das primeiras comunidades de terreiro no Rio de Janeiro. Ele foi criado também como um espaço de difusão da cultura afro-brasileira e das tradições dos Orixás.

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